segunda-feira, 23 de junho de 2008

Foi então que o Banguzinho teve reforços...

Como prometido, esse post é o primeiro da série que conta alguns fatos do maior clássico do Rio Grande do Sul no especial Semana Grenal.

E, como sempre a semana que antecede o Grenal é um tempo de boatos e acontecimentos diferentes, nada melhor que iniciar lá de 1995, naquela era áurea do tricolor.

Os bons três anos da passagem de Felipão pelo Grêmio incluem o ano de 1995, onde o principal objetivo da equipe gaúcha era a Libertadores da América, um campeonato de maior grandeza e rentabilidade. Porém, em paralelo a essa competição, ocorria o campeonato Gaúcho, que então foi disputado pelos reservas do Grêmio, com no máximo dois ou três titulares, devido a dedicação imposta para o tradicional torneio sul-americano.

Ao fim da primeira fase, o Banguzinho, ou Cafezinho (nome dado pelos dirigentes), ficou a frente do time do Inter, classificou-se com duas rodadas de antecedência para a semifinal e piorou ainda mais a crise do lado vermelho do estado. Na semifinal, contra o destemido Juventude, o tricolor perdeu em Caxias (2 x 1) e ganhou em Porto Alegre (4 x 0), aproximando-se cada vez mais de um título que talvez fosse muita coisa para o Time B do Grêmio, enquanto os titulares passavam pelo Palmeiras na Libertadores.

Na primeira partida da final, o clássico ficou no 1 x 1 no Beira-Rio, afirmando ainda mais a absoluta moral que o Banguzinho tinha para chegar no Olímpico e fazer história.
Foi então que entrou em ação a mente brilhante de Scolari.

Durante toda a semana antecedente ao Grenal, Felipão confirmou que o Banguzinho, já com o carinho da torcida, iria enfrentar o Inter na disputa do título, mas fez algo diferente...

Minutos antes da partida, naquele 13 de agosto de 1995, para a alegria de 57 mil torcedores no Olímpico, Luiz Felipe colocou, além dos três titulares que jogavam com o Banguzinho, mais três, e ainda fez mais outro entrar no segundo tempo. Já com o favoritismo dos reservas, com os titulares então, nem se fala. O Grêmio venceu por 2 x 1 e então festejou o título dentro de casa.

E com isso aprendemos que não se deve creditar muita confiança as informações que são lançadas durante a Semana Grenal, pois elas, na maioria das vezes, tem o intuito de atingir o torcedor. Dirigentes e técnicos sabem quando a notícia é verdadeira ou não.

Se não fosse por isso, eu diria que o Grêmio disputou os clássicos decisivos do Gauchão de 95 com o time B, e você acreditaria?





Os times:

Grêmio: Sílvio; Marco Antônio (Alexandre), Luciano, Rivarola e Roger; Dinho, Gélson e Mancini; Paulo Nunes (Arce), Nildo e Carlos Miguel.

Inter: Goycochea; Marcão, Argel, Jonílson e César Prates; Márcio, Marcelo (Wágner) e Nando; Loyola, Leandro e Zé Alcino (Caíco).

Gols de Nildo e Carlos Miguel para o Grêmio e Zé Alcino para o Inter.

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