quarta-feira, 18 de junho de 2008

Mudança de esquema ou de apetite?

Semanas atrás, nos deparamos com as declarações do meia Roger em relação ao esforço que ele vem fazendo ao atuar sozinho na armação do time tricolor. Após discussões, opiniões e cornetas, pode-se realizar uma pequena análise.

Do ano passado para cá, trocamos de treinador 3 vezes, e coincidentemente, trocamos também de tática 3 vezes. Com Mano Menezes, mais parecendo uma panqueca, de tão recheada no meio, o time gremista jogava em um 4-5-1 enganador, onde dois cabeças de área protegiam a zaga, dois carregavam a bola até o ataque, e um auxiliava o centroavante em uma ação avançada. Além disso, com o apoio dos laterais (um de cada vez, é claro), podemos contar 6 jogadores no meio campo.
Já com Vagnér Mancini, aquela tática feijão com arroz, o 4-4-2, ganhou força devido ao equilibrio fornecido por ela, onde a defesa fica guarnecida pelos centro-médios e o ataque recebe o apoio dos carregadores de piano, parecendo mesmo estar em uma sinfonia síncrona.
Celso Roth, conhecido por seus times "volanteadores", continuou com o 4-4-2 do Mancini, tentou contra o Juventude o 4-5-1 do Mano (com Maylson armando) e praticamente reinventou a roda formando um 3-5-2 aguerrido, igual aquele de 2001 com Marinho, Polga e Mauro Galvão. Como o açúcar em um café, concentrado e forte na parte de baixo, o esquema defende com três zagueiros e mais um volante de marcação, forma o o meio-campo com 5 homens (volante, meia, meia ofensivo e alas) e o ataque continua daquele jeito com um ponteiro e um centroavante.

As variações cederam ao Grêmio uma experiência de aquisição de conhecimento. Nessa análise, Mano tinha 6 no meio, enquanto Mancini e Roth tinham 5. Claro que a estrutura se põe de maneira diferente, onde a espinha do 3-5-2 mantém somente 3 no meio, e por isso o meia Roger expôs as dificuldades da armação. Mas é notável que com o apoio adequado dos alas, a atual formação se encaixe melhor do que comparado as outras.

Dominar o 3-5-2 é assim, como um caviar. Nem todo mundo pode, mas na hora que consegue, aí fica difícil de falar que existe coisa melhor.

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