Semanas atrás, nos deparamos com as declarações do meia Roger em relação ao esforço que ele vem fazendo ao atuar sozinho na armação do time tricolor. Após discussões, opiniões e cornetas, pode-se realizar uma pequena análise.
Do ano passado para cá, trocamos de treinador 3 vezes, e coincidentemente, trocamos também de tática 3 vezes. Com Mano Menezes, mais parecendo uma panqueca, de tão recheada no meio, o time gremista jogava em um 4-5-1 enganador, onde dois cabeças de área protegiam a zaga, dois carregavam a bola até o ataque, e um auxiliava o centroavante em uma ação avançada. Além disso, com o apoio dos laterais (um de cada vez, é claro), podemos contar 6 jogadores no meio campo.
Já com Vagnér Mancini, aquela tática feijão com arroz, o 4-4-2, ganhou força devido ao equilibrio fornecido por ela, onde a defesa fica guarnecida pelos centro-médios e o ataque recebe o apoio dos carregadores de piano, parecendo mesmo estar em uma sinfonia síncrona.
Celso Roth, conhecido por seus times "volanteadores", continuou com o 4-4-2 do Mancini, tentou contra o Juventude o 4-5-1 do Mano (com Maylson armando) e praticamente reinventou a roda formando um 3-5-2 aguerrido, igual aquele de 2001 com Marinho, Polga e Mauro Galvão. Como o açúcar em um café, concentrado e forte na parte de baixo, o esquema defende com três zagueiros e mais um volante de marcação, forma o o meio-campo com 5 homens (volante, meia, meia ofensivo e alas) e o ataque continua daquele jeito com um ponteiro e um centroavante.
As variações cederam ao Grêmio uma experiência de aquisição de conhecimento. Nessa análise, Mano tinha 6 no meio, enquanto Mancini e Roth tinham 5. Claro que a estrutura se põe de maneira diferente, onde a espinha do 3-5-2 mantém somente 3 no meio, e por isso o meia Roger expôs as dificuldades da armação. Mas é notável que com o apoio adequado dos alas, a atual formação se encaixe melhor do que comparado as outras.
Dominar o 3-5-2 é assim, como um caviar. Nem todo mundo pode, mas na hora que consegue, aí fica difícil de falar que existe coisa melhor.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
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