São incontáveis as vezes em que falamos aquela veeeelha frase: "Grenal é Grenal e vice-versa". E realmente é. Foi o que aconteceu.
Grenal é o tipo de jogo que não se pode prever nada, como aconteceu nesse último de número 370. O Grêmio era o favorito pela excelente campanha que vem fazendo no Brasileirão, ao contrário do Inter, que precisava da vitória para se reabilitar. Mas o jogo foi diferente. Tite deu uma aula de marcação ao colocar os dois atacantes marcando os zagueiros Réver e Léo, impedindo a saída de jogo e fazendo com que a armação do time fosse realizada pelo Pereirão. Segurou os alas Hélder e Paulo Sérgio impossibilitando que a bola fosse cruzada com qualidade para o centroavante Marcel, e ainda teve um meio-campo mais numeroso, consistente e rápido, dominando a primeira etapa da partida. O tricolor não tinha perspectiva de mudança, e por isso foi para os 45 minutos finais perdendo por 1 a 0 em um gol ilegal do Inter, já que Nilmar estava impedido.
Na segunda etapa, até a lesão de Taison, o jogo continuou igual. Foi então que Celso Roth agiu inteligentemente. Colocou Rafael Carioca e Rodrigo Mendes e fez o meio-campo gremista ser mais rápido e qualificado. O Grenal-Grenal e vice-versa continuava com jogadas ríspidas, com os volantes das duas equipes acertando os adversários perigosamente. Mas até aí tudo bem, os volantes tem essa função, de parar o time adversário, nem que seja violentamente. O goleiro não. E por isso, quando Renan quis mostrar a sua "malandragem" ao acertar Rodrigo Mendes com um chute, o bandeira viu, a torcida viu, a imprensa viu e só Alício Pena Júnior não tinha visto. Ele foi comunicado, expulsou o goleiro colorado corretamente, e marcou a penalidade que Roger converteu com extrema categoria. Roger aliás, que apesar dos erros, foi novamente um dos melhores em campo devido a sua imensa qualidade. Grenal empatado, bom para o azul, ruim para o vermelho.
Destaque também para a Geral que deu um espetáculo a parte antes e durante o jogo e para a Brigada Militar que manteve o controle e a segurança da partida e do estádio. Críticas a torcida que chamou Roth de burro, antes mesmo que ele tomasse as decisões acertadas que fez no segundo tempo.
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Quero registrar também os merecidos parabéns ao time da LDU pelo título da Libertadores da América 2008. Teve capacidade de fazer 4 gols em casa e 1 no Maracanã lotado, e a personalidade tática de postar a equipe com dois ponteiros, sem medo de enfrentar o bom time do Fluminense. Muitas vezes esquecemos que existe uma equipe do outro lado, e foi o que aconteceu com o Fluminense, que mesmo jogando com muita vontade, não soube valorizar as qualificações do time equatoriano.
Não confunda tradição, camisa e vontade com disciplina tática, física e qualidade técnica.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
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Um comentário:
Muito bom o texto, bruxo!
E dá-lhe LDU!
LDU, Once Caldas e Sport Club 2006: Jamais serão novamente!
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