A terceira história da Semana Grenal é do clássico anterior ao que é abordado no post abaixo. Mas a história não é bem sobre a vitória do jogo, e sim sobre um personagem.
Oberdan. Isso mesmo. Autor de uma das frases mais conhecidas no futebol gaúcho, o zagueiro capitão do Grêmio merece um espaço na Semana Grenal, para mostrar ao nosso capitão Léo, ou até mesmo para quem se preocupa com o atacante colorado Nilmar, que em Grenal, a personalidade é o que faz do jogador mais forte.
O técnico Telê Santana que o achou. Com passagens por Santos e Coritiba, Oberdan Vilaim, já com seus 32 anos, tinha resolvido se aposentar e cuidar de uma fabricação de mel em Santa Catarina. Mas então o treinador recomendou a sua contratação.
O Inter, octacampeão gaúcho, tinha como sua principal jogada os cruzamentos para a finalização do atacante Escurinho, que por sinal era exímio cabeceador. E nada o detinha, até que ele chegou.
Oberdan chegou em Porto Alegre e, antes de dizer qualquer coisa, falou a tal frase importante:
“O Escurinho nunca mais vai cabecear dentro da área gremista.”
E realmente não cabeceou.
No jogo às vésperas dos Grenais decisivos, o zagueiro estava machucado mas precisava levar o terceiro cartão amarelo para limpar a sua ficha. Telê então o escalou como centroavante. Além do cartão requisitado, ainda marcou o gol da vitória do Grêmio sobre o Pelotas. Já no clássico decisivo do segundo turno, Oberdan bateu tanto nos atacantes do colorado, que Marinho Perez, zagueiro do Inter, caminhou na sua direção, e aos berros, deixou o dedo em riste na frente do capitão tricolor. Ele sorriu, pegou o dedo de Marinho, e balançou como se estivesse o cumprimentando.
Podemos falar de Adílson, Mauro Galvão, Léo, Baidek, Rivarola, De Leon e mais tantos outros. Mas esquecer de Oberdan e sua promessa? Jamais...
Um verdadeiro capitão é assim. Não é o que bate mais, o que grita mais, o que lidera mais ou o que tem mais personalidade. Na verdade é uma mistura de tudo isso, e mais um pouco...
E os times desse jogo de 25 de setembro de 1977, no Olímpico?
Grêmio: Corbo; Eurico, Cássia, Oberdan e Ladinho; Vitor Hugo, Tadeu Ricci e Yura (Vilson); Tarciso, André (Alcindo) e Éder.
Inter: Benitez; Bereta (Jair), Marinho, Gardel e Vacaria; Caçapava, Batista e Escurinho; Valdomiro, Luisinho e Santos (Dario).
Gol de André Catimba.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
Afinal, qual é o uniforme da sorte?
Esse segundo post do especial Semana Grenal dedico a meu pai que tanto contou essa história que segue, durante a minha vida de gremista.
O título é sugestivo. Há dois anos atrás vimos o Inter ser campeão do mundo com um uniforme branco, que ficou conhecido como um fardamento da sorte. Fardamento esse que não ajudou-os na Ilha do Retiro, contra o Sport. Mas tudo bem, isso é uma outra história.
Mas enfim, se o branco não é o da sorte, o vermelho com calções brancos é o normal, qual será o amuleto que pode ajudar o time colorado? Que tal um uniforme todo vermelho? Bem...
Era a tarde do dia 6 de novembro de 1977. Beira-Rio, Porto Alegre, 30 mil pessoas. Estréia do novo uniforme do Inter, completamente vermelho, meias, calções e camisetas. Pode-se dizer que até era bonito, tanto que o elogio foi dito por Yura para André Catimba, ao ver o time colorado entrar em campo.
Yura que tinha dado um pontapé no jogador Caçapava, em uma outra oportunidade, entrou em campo com promessas de vingança por parte dos atletas do Inter. Logo no início do jogo, a bola sobrou para ele e Yura notou que quatro colorados corriam na sua direção, com a certeza de acertá-lo. Sem hesitar, deu um balão na bola em direção a área de Benitez, para livrar-se dela, mas foi então que fez o gol. Um dos gols mais esquisitos de um clássico Grenal.
Aí, você pensou: Tudo bem, mas e o uniforme novo do Inter? Um gol esquisito de balão foi mais importante que a estréia da farda?
É que o jogo não terminou por aí...
Com mais um gol de Yura, e outros de Tadeu Ricci e Tarciso, o Grêmio fez com que o uniforme todo vermelho nunca mais fosse visto no Beira-Rio. Aplicou uma goleada de 4 a 0 e deixou a torcida tricolor mais uma vez entusiasmada em um ano tão importante para o Grêmio.
E o meu pai? Bom, como ele sempre diz, a rampa de descida da arquibancada superior ficou longa para o coro da torcida gremista que corria e gritava: Um, dois, três, quatro, um, dois, três, quatro, um, dois, três, quatro...
É, nem o todo branco, nem o todo vermelho. Está na hora de colocar mais uma cor nesse uniforme. Talvez a azul ajude um pouco nas vitórias...
Os times:
Grêmio: Corbo; Eurico, Vilson, Oberdan e Ladinho; Vitor Hugo, Tadeu Ricci e Yura (Leandro); Tarciso, André e Éder.
Inter: Benitez; Batista, Beliato, Gardel e Dionísio; Caçapava (Vasconcelos), Jair e Falcão; Valdomiro, Luisinho e Edu (Escurinho).
Gols de Yura (2), Tadeu Ricci e Tarciso.
O título é sugestivo. Há dois anos atrás vimos o Inter ser campeão do mundo com um uniforme branco, que ficou conhecido como um fardamento da sorte. Fardamento esse que não ajudou-os na Ilha do Retiro, contra o Sport. Mas tudo bem, isso é uma outra história.
Mas enfim, se o branco não é o da sorte, o vermelho com calções brancos é o normal, qual será o amuleto que pode ajudar o time colorado? Que tal um uniforme todo vermelho? Bem...
Era a tarde do dia 6 de novembro de 1977. Beira-Rio, Porto Alegre, 30 mil pessoas. Estréia do novo uniforme do Inter, completamente vermelho, meias, calções e camisetas. Pode-se dizer que até era bonito, tanto que o elogio foi dito por Yura para André Catimba, ao ver o time colorado entrar em campo.
Yura que tinha dado um pontapé no jogador Caçapava, em uma outra oportunidade, entrou em campo com promessas de vingança por parte dos atletas do Inter. Logo no início do jogo, a bola sobrou para ele e Yura notou que quatro colorados corriam na sua direção, com a certeza de acertá-lo. Sem hesitar, deu um balão na bola em direção a área de Benitez, para livrar-se dela, mas foi então que fez o gol. Um dos gols mais esquisitos de um clássico Grenal.
Aí, você pensou: Tudo bem, mas e o uniforme novo do Inter? Um gol esquisito de balão foi mais importante que a estréia da farda?
É que o jogo não terminou por aí...
Com mais um gol de Yura, e outros de Tadeu Ricci e Tarciso, o Grêmio fez com que o uniforme todo vermelho nunca mais fosse visto no Beira-Rio. Aplicou uma goleada de 4 a 0 e deixou a torcida tricolor mais uma vez entusiasmada em um ano tão importante para o Grêmio.
E o meu pai? Bom, como ele sempre diz, a rampa de descida da arquibancada superior ficou longa para o coro da torcida gremista que corria e gritava: Um, dois, três, quatro, um, dois, três, quatro, um, dois, três, quatro...
É, nem o todo branco, nem o todo vermelho. Está na hora de colocar mais uma cor nesse uniforme. Talvez a azul ajude um pouco nas vitórias...
Os times:
Grêmio: Corbo; Eurico, Vilson, Oberdan e Ladinho; Vitor Hugo, Tadeu Ricci e Yura (Leandro); Tarciso, André e Éder.
Inter: Benitez; Batista, Beliato, Gardel e Dionísio; Caçapava (Vasconcelos), Jair e Falcão; Valdomiro, Luisinho e Edu (Escurinho).
Gols de Yura (2), Tadeu Ricci e Tarciso.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Foi então que o Banguzinho teve reforços...
Como prometido, esse post é o primeiro da série que conta alguns fatos do maior clássico do Rio Grande do Sul no especial Semana Grenal.
E, como sempre a semana que antecede o Grenal é um tempo de boatos e acontecimentos diferentes, nada melhor que iniciar lá de 1995, naquela era áurea do tricolor.
Os bons três anos da passagem de Felipão pelo Grêmio incluem o ano de 1995, onde o principal objetivo da equipe gaúcha era a Libertadores da América, um campeonato de maior grandeza e rentabilidade. Porém, em paralelo a essa competição, ocorria o campeonato Gaúcho, que então foi disputado pelos reservas do Grêmio, com no máximo dois ou três titulares, devido a dedicação imposta para o tradicional torneio sul-americano.
Ao fim da primeira fase, o Banguzinho, ou Cafezinho (nome dado pelos dirigentes), ficou a frente do time do Inter, classificou-se com duas rodadas de antecedência para a semifinal e piorou ainda mais a crise do lado vermelho do estado. Na semifinal, contra o destemido Juventude, o tricolor perdeu em Caxias (2 x 1) e ganhou em Porto Alegre (4 x 0), aproximando-se cada vez mais de um título que talvez fosse muita coisa para o Time B do Grêmio, enquanto os titulares passavam pelo Palmeiras na Libertadores.
Na primeira partida da final, o clássico ficou no 1 x 1 no Beira-Rio, afirmando ainda mais a absoluta moral que o Banguzinho tinha para chegar no Olímpico e fazer história.
Foi então que entrou em ação a mente brilhante de Scolari.
Durante toda a semana antecedente ao Grenal, Felipão confirmou que o Banguzinho, já com o carinho da torcida, iria enfrentar o Inter na disputa do título, mas fez algo diferente...
Minutos antes da partida, naquele 13 de agosto de 1995, para a alegria de 57 mil torcedores no Olímpico, Luiz Felipe colocou, além dos três titulares que jogavam com o Banguzinho, mais três, e ainda fez mais outro entrar no segundo tempo. Já com o favoritismo dos reservas, com os titulares então, nem se fala. O Grêmio venceu por 2 x 1 e então festejou o título dentro de casa.
E com isso aprendemos que não se deve creditar muita confiança as informações que são lançadas durante a Semana Grenal, pois elas, na maioria das vezes, tem o intuito de atingir o torcedor. Dirigentes e técnicos sabem quando a notícia é verdadeira ou não.
Se não fosse por isso, eu diria que o Grêmio disputou os clássicos decisivos do Gauchão de 95 com o time B, e você acreditaria?
Os times:
Grêmio: Sílvio; Marco Antônio (Alexandre), Luciano, Rivarola e Roger; Dinho, Gélson e Mancini; Paulo Nunes (Arce), Nildo e Carlos Miguel.
Inter: Goycochea; Marcão, Argel, Jonílson e César Prates; Márcio, Marcelo (Wágner) e Nando; Loyola, Leandro e Zé Alcino (Caíco).
Gols de Nildo e Carlos Miguel para o Grêmio e Zé Alcino para o Inter.
E, como sempre a semana que antecede o Grenal é um tempo de boatos e acontecimentos diferentes, nada melhor que iniciar lá de 1995, naquela era áurea do tricolor.
Os bons três anos da passagem de Felipão pelo Grêmio incluem o ano de 1995, onde o principal objetivo da equipe gaúcha era a Libertadores da América, um campeonato de maior grandeza e rentabilidade. Porém, em paralelo a essa competição, ocorria o campeonato Gaúcho, que então foi disputado pelos reservas do Grêmio, com no máximo dois ou três titulares, devido a dedicação imposta para o tradicional torneio sul-americano.
Ao fim da primeira fase, o Banguzinho, ou Cafezinho (nome dado pelos dirigentes), ficou a frente do time do Inter, classificou-se com duas rodadas de antecedência para a semifinal e piorou ainda mais a crise do lado vermelho do estado. Na semifinal, contra o destemido Juventude, o tricolor perdeu em Caxias (2 x 1) e ganhou em Porto Alegre (4 x 0), aproximando-se cada vez mais de um título que talvez fosse muita coisa para o Time B do Grêmio, enquanto os titulares passavam pelo Palmeiras na Libertadores.
Na primeira partida da final, o clássico ficou no 1 x 1 no Beira-Rio, afirmando ainda mais a absoluta moral que o Banguzinho tinha para chegar no Olímpico e fazer história.
Foi então que entrou em ação a mente brilhante de Scolari.
Durante toda a semana antecedente ao Grenal, Felipão confirmou que o Banguzinho, já com o carinho da torcida, iria enfrentar o Inter na disputa do título, mas fez algo diferente...
Minutos antes da partida, naquele 13 de agosto de 1995, para a alegria de 57 mil torcedores no Olímpico, Luiz Felipe colocou, além dos três titulares que jogavam com o Banguzinho, mais três, e ainda fez mais outro entrar no segundo tempo. Já com o favoritismo dos reservas, com os titulares então, nem se fala. O Grêmio venceu por 2 x 1 e então festejou o título dentro de casa.
E com isso aprendemos que não se deve creditar muita confiança as informações que são lançadas durante a Semana Grenal, pois elas, na maioria das vezes, tem o intuito de atingir o torcedor. Dirigentes e técnicos sabem quando a notícia é verdadeira ou não.
Se não fosse por isso, eu diria que o Grêmio disputou os clássicos decisivos do Gauchão de 95 com o time B, e você acreditaria?
Os times:
Grêmio: Sílvio; Marco Antônio (Alexandre), Luciano, Rivarola e Roger; Dinho, Gélson e Mancini; Paulo Nunes (Arce), Nildo e Carlos Miguel.
Inter: Goycochea; Marcão, Argel, Jonílson e César Prates; Márcio, Marcelo (Wágner) e Nando; Loyola, Leandro e Zé Alcino (Caíco).
Gols de Nildo e Carlos Miguel para o Grêmio e Zé Alcino para o Inter.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Quando a estrutura faz a diferença...
Muitas vezes, o torcedor reclama de seu time por falta de contratações, porque acha que o treinador é ruim ou até mesmo pela falta de tomada de decisão por parte da diretoria. Estruturar uma equipe não é uma tarefa simples, e o principal fator dessa dificuldade tem nome: planejamento.
O Inter de 2006, campeão da libertadores e do mundo, planejou todos os detalhes para que fossem alcançados os objetivos propostos. Foram anos contratando jogadores, investindo na infra-estrutura do clube e motivando a comissão técnica e os atletas para um sonho que, até o momento, só o lado azul do Rio Grande tinha realizado.
Quando Felipão trabalhou no Grêmio, o mesmo planejamento foi idealizado. Em 3 anos no comando do tricolor, ele disputou sete grenais, dos quais venceu quatro, empatou dois e perdeu um, além de ganhar dois títulos gaúchos, uma Libertadores, um Brasileirão, uma Recopa Sul-Americana e ainda ser vice-campeão mundial na decisão contra o Ajax. Impressionante, não? Isso são os resultados apresentados, justamente o que o torcedor quer: contabilizar títulos. Nós vivemos de estatísticas no mundo do futebol.
Pelo Inter, o sábio Fernando Carvalho. Pelo Grêmio, o sagaz Fábio Koff.
Fábio Koff que, em janeiro de 1995, auxiliado por Cacalo, começou a construir uma das melhores equipes de toda a história do Grêmio. O time campeão da Copa do Brasil de 94 foi desmontado, e então para se juntarem aos garotos da categoria de base Emerson, Carlos Miguel e Arílson, chegaram os estrangeiros Arce e Rivarola, os experientes Adílson, Dinho e Goiano e os cariocas Paulo Nunes, Jardel e Magno. Quando começou a temporada, Luiz Felipe Scolari contava um excelente grupo de jogadores para colocar o Grêmio na história do futebol.
E hoje? Existe algum planejamento sendo executado? Pergunta difícil de responder.
Futebol é isso, uma junção de planejamento, inteligência, experiência e vontade. Precisamos ir além das quatro linhas para compreendermos como tornar um clube vitorioso, e para isso existem Koffs e Carvalhos, para realizar sonhos e construir uma história.
P.S.: Segunda que vem começa o especial da semana Grenal, com algumas histórias importantes do nosso clássico.
O Inter de 2006, campeão da libertadores e do mundo, planejou todos os detalhes para que fossem alcançados os objetivos propostos. Foram anos contratando jogadores, investindo na infra-estrutura do clube e motivando a comissão técnica e os atletas para um sonho que, até o momento, só o lado azul do Rio Grande tinha realizado.
Quando Felipão trabalhou no Grêmio, o mesmo planejamento foi idealizado. Em 3 anos no comando do tricolor, ele disputou sete grenais, dos quais venceu quatro, empatou dois e perdeu um, além de ganhar dois títulos gaúchos, uma Libertadores, um Brasileirão, uma Recopa Sul-Americana e ainda ser vice-campeão mundial na decisão contra o Ajax. Impressionante, não? Isso são os resultados apresentados, justamente o que o torcedor quer: contabilizar títulos. Nós vivemos de estatísticas no mundo do futebol.
Pelo Inter, o sábio Fernando Carvalho. Pelo Grêmio, o sagaz Fábio Koff.
Fábio Koff que, em janeiro de 1995, auxiliado por Cacalo, começou a construir uma das melhores equipes de toda a história do Grêmio. O time campeão da Copa do Brasil de 94 foi desmontado, e então para se juntarem aos garotos da categoria de base Emerson, Carlos Miguel e Arílson, chegaram os estrangeiros Arce e Rivarola, os experientes Adílson, Dinho e Goiano e os cariocas Paulo Nunes, Jardel e Magno. Quando começou a temporada, Luiz Felipe Scolari contava um excelente grupo de jogadores para colocar o Grêmio na história do futebol.
E hoje? Existe algum planejamento sendo executado? Pergunta difícil de responder.
Futebol é isso, uma junção de planejamento, inteligência, experiência e vontade. Precisamos ir além das quatro linhas para compreendermos como tornar um clube vitorioso, e para isso existem Koffs e Carvalhos, para realizar sonhos e construir uma história.
P.S.: Segunda que vem começa o especial da semana Grenal, com algumas histórias importantes do nosso clássico.
Mudança de esquema ou de apetite?
Semanas atrás, nos deparamos com as declarações do meia Roger em relação ao esforço que ele vem fazendo ao atuar sozinho na armação do time tricolor. Após discussões, opiniões e cornetas, pode-se realizar uma pequena análise.
Do ano passado para cá, trocamos de treinador 3 vezes, e coincidentemente, trocamos também de tática 3 vezes. Com Mano Menezes, mais parecendo uma panqueca, de tão recheada no meio, o time gremista jogava em um 4-5-1 enganador, onde dois cabeças de área protegiam a zaga, dois carregavam a bola até o ataque, e um auxiliava o centroavante em uma ação avançada. Além disso, com o apoio dos laterais (um de cada vez, é claro), podemos contar 6 jogadores no meio campo.
Já com Vagnér Mancini, aquela tática feijão com arroz, o 4-4-2, ganhou força devido ao equilibrio fornecido por ela, onde a defesa fica guarnecida pelos centro-médios e o ataque recebe o apoio dos carregadores de piano, parecendo mesmo estar em uma sinfonia síncrona.
Celso Roth, conhecido por seus times "volanteadores", continuou com o 4-4-2 do Mancini, tentou contra o Juventude o 4-5-1 do Mano (com Maylson armando) e praticamente reinventou a roda formando um 3-5-2 aguerrido, igual aquele de 2001 com Marinho, Polga e Mauro Galvão. Como o açúcar em um café, concentrado e forte na parte de baixo, o esquema defende com três zagueiros e mais um volante de marcação, forma o o meio-campo com 5 homens (volante, meia, meia ofensivo e alas) e o ataque continua daquele jeito com um ponteiro e um centroavante.
As variações cederam ao Grêmio uma experiência de aquisição de conhecimento. Nessa análise, Mano tinha 6 no meio, enquanto Mancini e Roth tinham 5. Claro que a estrutura se põe de maneira diferente, onde a espinha do 3-5-2 mantém somente 3 no meio, e por isso o meia Roger expôs as dificuldades da armação. Mas é notável que com o apoio adequado dos alas, a atual formação se encaixe melhor do que comparado as outras.
Dominar o 3-5-2 é assim, como um caviar. Nem todo mundo pode, mas na hora que consegue, aí fica difícil de falar que existe coisa melhor.
Do ano passado para cá, trocamos de treinador 3 vezes, e coincidentemente, trocamos também de tática 3 vezes. Com Mano Menezes, mais parecendo uma panqueca, de tão recheada no meio, o time gremista jogava em um 4-5-1 enganador, onde dois cabeças de área protegiam a zaga, dois carregavam a bola até o ataque, e um auxiliava o centroavante em uma ação avançada. Além disso, com o apoio dos laterais (um de cada vez, é claro), podemos contar 6 jogadores no meio campo.
Já com Vagnér Mancini, aquela tática feijão com arroz, o 4-4-2, ganhou força devido ao equilibrio fornecido por ela, onde a defesa fica guarnecida pelos centro-médios e o ataque recebe o apoio dos carregadores de piano, parecendo mesmo estar em uma sinfonia síncrona.
Celso Roth, conhecido por seus times "volanteadores", continuou com o 4-4-2 do Mancini, tentou contra o Juventude o 4-5-1 do Mano (com Maylson armando) e praticamente reinventou a roda formando um 3-5-2 aguerrido, igual aquele de 2001 com Marinho, Polga e Mauro Galvão. Como o açúcar em um café, concentrado e forte na parte de baixo, o esquema defende com três zagueiros e mais um volante de marcação, forma o o meio-campo com 5 homens (volante, meia, meia ofensivo e alas) e o ataque continua daquele jeito com um ponteiro e um centroavante.
As variações cederam ao Grêmio uma experiência de aquisição de conhecimento. Nessa análise, Mano tinha 6 no meio, enquanto Mancini e Roth tinham 5. Claro que a estrutura se põe de maneira diferente, onde a espinha do 3-5-2 mantém somente 3 no meio, e por isso o meia Roger expôs as dificuldades da armação. Mas é notável que com o apoio adequado dos alas, a atual formação se encaixe melhor do que comparado as outras.
Dominar o 3-5-2 é assim, como um caviar. Nem todo mundo pode, mas na hora que consegue, aí fica difícil de falar que existe coisa melhor.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Estamos de volta..
Pois é isso, señoras e señores. O alento que nunca pára está de volta. E como se fosse a coisa mais fácil do mundo, retratar os acontecimentos do futebol gaúcho vai ser, novamente, o nosso grande objetivo. Então, sem mais prolongamentos, está aberta a caça de fatos, notícias, lances e eventos do futebol do nosso Rio Grande do Sul, céu, sol e sul.
Assinar:
Postagens (Atom)